9 de maio de 2009

Lx'


The music is high, all the people just dance and drink, you just can’t stop singing and all seems to be so damn right!
Todo o dia foi diferente. As companhias com quem andámos, os caminhos por onde fomos, as ideias que defendemos, as conversas que tivemos, os gestos que fizemos, as músicas que ouvimos, os momentos estranhos e únicos que vivemos…
Todo o dia foi uma novidade, uma boa e diferente novidade.
A noite, tal como o dia, foi também diferente e bem melhor que boa.

Sabes que estás por tua conta, sabes que esta noite vai ser diferente, porque és tu quem está aqui, com estas pessoas, neste lugar…

Sabes que esta noite é única e tu tens a oportunidade de poder mostrar uma parte de ti que nunca ninguém viu. Há quem diga que mudámos. E que seja, que tenhamos talvez mudado, estamos felizes e isso é o que realmente importa.

Dançamos, cantamos, bebemos, gritamos, chocamos, cansamos, rimos, sorrimos, devaneamos, passeamos, conversamos…Tudo faz sentido! Tudo está onde deve estar e nós estamos como devemos estar. Estamos felizes!

Todos aqueles com quem quase não falávamos parecem agora melhores pessoas que pareciam há pouco tempo… Talvez do abraços, dos elogios das circunstâncias, dos gozos, das gargalhadas, das confidências, das sinceridades… Talvez por isso ou talvez não…

It doen’t matter.
While the world keeps going on, the music is high, all the people is dancing and drinking, you just can’t stop singing and screaming and all, all seems to be really right!
AC’ 08-05-09’ 04h58

11 de abril de 2009

Vive o medo



Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. – Luís Fernando Veríssimo

Vives ou existes?


Quando se vive ama-se sem medo! Declaramos e assumimos com garra e vigor tudo o que sentimos, mostramos aos outros quem realmente somos com esperança de triunfar e deixamos que a vida exista em nós.
Quem vive orgulha-se de si e dos seus feitos, pois bons ou maus são eternamente seus; quem vive sofre, chora, perde quebra, magoa-se, desilude, rejeita, sente a falta… E também sorri, confia, é amado e adorado, completa-se, pula de felicidade e lembra sempre que tudo na vida tem consequências que nos levam sempre a algum lado, ao lado que nós escolhemos.

Quem existe apenas pensa e sonha. Sonha com escolhas que tem medo de fazer na realidade e imagina tudo o que gostaria de viver e não vive com medo de tentar.
As tentativas não implicam o sucesso constante e apenas essa possibilidade nos faz recuar com receio de nos expormos ao mundo para sairmos derrotados.

De que vale a vida se só existirmos?

De que vale o dom da fala se nos calamos na hora de proferir um ‘Amo-te’ , ‘Preciso de ti’ , ‘Desculpa’ , ‘Tenho saudades’ com medo de ser em vão e de não ouvirmos o que ansiamos ouvir?
De que vale poder ver e escutar se tudo o que observamos e ouvimos não é nosso nem é fruto das nossas escolhas?
De que vale o medo e a ansiedade, o carinho e a bondade, a dúvida e a tristeza, a alegria e a certeza, a luta e as decisões, as vitorias e as derrotas, se nunca as pudermos sentir como nossas?

Eu já existi e já vivi. E decidi que prefiro viver, ainda que tenha de viver o medo por vezes.

Mas mesmo assim, com medo ou sem ele, que todas as lutas com vitórias ou derrotas sejam minhas, que todas as decisões mais ou menos importantes sejam por mim tomadas, que todos os sorrisos, desgostos, devaneios e todas as gargalhadas, lágrimas e anseios, sejam autênticas e minhas.

Que o amor seja meu e de quem me ame e viva
Que eu viva o medo e não o esconda
Que eu tente e sofra ou seja feliz
Mas nunca me arrependa de não ter tentado
De não ter vivido
Ou de apenas ter existido.

C’

22 de março de 2009

O momento certo'


Ás vezes não agimos da maneira que gostaríamos a fim de alcançar dados objectivos.
Tudo o que planeámos, que previmos, que desejámos que se passasse de certa forma acaba por não correr do jeito que queríamos... E dizem (há sempre alguém), que talvez não fosse o dia mais oportuno, no local mais conveniente, com os adereços mais favoráveis. Enfim, não era o momento certo!

Mas quando é que é o momento certo afinal?

O momento certo é certo de maneira impulsiva, quando proferimos o que queremos assim que pensamos, no calor da emoção, sem reflexões. Talvez seja o momento mais sentido, mais puro, pois não foi nada planeado. Mas será o mais certo? Sem pensar antes, aquilo que podemos fazer ou dizer, poderá não atingir os objectivos que pretendemos.

O momento certo é certo de maneira sensata, quando pensamos muito bem nas palavras adequadas e nos gestos que vamos utilizar, quando reflectimos sobre o local certo, quando planificamos tudo certo, para que nada possa correr de outra maneira além da que planeámos. Talvez seja o mais sensato, o mais justo e eficaz, o mais certinho e bonito. Mas será o mais certo? Até que ponto a nossa planificação não tirará o brilho ao momento certo?

O momento certo é certo de maneira acertada, quando atingimos as certezas das emoções, as certezas dos objectivos, as certezas dos amores e dos ódios, das finalidades e dos meios... O momento certo é o melhor momento quando é feito de maneira pura e verdadeira.

O melhor momento para se dizer algo importante será sempre quando estivermos certos do que queremos e do que sentimos. Sem demoras ou adiantamentos, sem atrasos ou precipitações, sem chegar tarde de mais ou assustar. O momento certo é aquele que nos leva a um ponto bem mais perto da felicidade. É aquele que se sente no coração e que nos permite alcançar.
Se estamos seguros do que sentimos, então o momento certo será todo o que vier depois das certezas até ao ponto em que deixarmos de agir por receio.

Quem sabe quando é o momento certo para a coisa mais certa?
Eu não sei, mas talvez seja o momento certo para pensar nisso. *

6 de março de 2009

Seriedade


Havia uma escada bonita ali, escondida... Era a escada que ele utilizava quando queria viver a sua vida, quando queria gozar a sua idade e a inocência que esta lhe conferia, quando queria sorrir...

Lá em baixo, onde ele vivia, no meio dos adultos, tudo era sério e ele sabia que não gostava de coisas sérias.

As conversas de adultos eram sérias e por isso ele nunca as podia escutar, as vidas dos adultos eram sérias e por isso ele não as podia atrapalhar, os adultos eram sérios e por isso ele não podia brincar com eles...

Era sempre complicado, dificil e impossível. Mas aqueles olhos verdes e brilhantes não viam assim o mundo. Pra eles era tudo simples e não enetendiam porque toda a gente, principalmente os mais sérios diziam sempre que era difícil, que não podia ser... Todos deixavam escapar as oportunidades porque era complicado tomar certas opções, todos deixavam de ser felizes apenas porque eram demasiado sérios e adultos para se deixarem levar.

Estavam sempre cansados e ocupados para brincar, sempre cansados e ocupados demais para serem felizes e estavam sempre excessivamente sérios.

Mas ele era pequeno e só queria ser feliz! E sabia que podia sê-lo.
Então, subia a escadinha e sonhava.
E sabia que quando fosse grande não seria sério nem diria que não. Saberia viver e dizer sim à felicidade.

AC'

[Um beijinho à Dona Ana que vem aqui ler os textos do blog! Obrigada!]

27 de fevereiro de 2009

Histórias d'Amor

Todos gostaram quando a figura lhe pegou cuidadosamente na mão de dedos finos e delicados e a segurou firmemente, olhando-a nos olhos como se lhe transmitisse uma canção bonita e sentida.

Todos se emocionaram com as palavras doces que ambos trocaram, com a melodia simples de um piano que tocava ao fundo, com os tons harmoniosos que preenchiam o ecrã...

Não se emocionara com os olhos castanhos e com os cabelos finos da actriz nem com os traços bonitos e fortes do rapaz do cinema. Mas quem lá estava ficou feliz!Não por aquilo que apreciaram nas cenas mas pelas recordações que tudo o que viram lhes fez sentir.

Naquelas cenas não eram dois jovens namorados que se passeavam e eram felizes apenas com
palavras e sentimentos, eram os espectadores com os seus passados.

Cada um com os seus amores de Verão, aqueles que tinham vivido nas férias grandes da escola, aqueles que tinha durado apenas meses mas que lhes tinham deixado inúmeras recordações... Promessas de que nunca se iriam esquecer, pequenos encontros que os tinham feito felizes, musicas que tinham ouvido e filmes que não tinham visto juntos, actos sem nexo que na altura haviam feito todo o sentido...

Eram histórias bonitas e sinceras, de amores recordados que reviviam ali, naquele momento, enquanto o piano soava e duas outras pessoas se apaixonavam e eram felizes numa tela.

AC'

19 de fevereiro de 2009

<3

Quando amamos o mundo parece mais fácil. Tudo se torna mais suportável, pois sabemos que não estamos sós, tudo fica mais bonito, tudo fica mais colorido e vivo, tudo parece mais simples e mágico.

Na verdade, aos olhos de quem ama é assim que funciona. Os bons sentimentos que de nós se libertam valem por todos os que nos tentam derrubar e não estamos dispostos a desistir ao mínimo problema, ao mínimo obstáculo e tornamo-nos mais capazes.

Nunca acreditei que amor fosse tudo, mas será sem duvida uma grande parte do caminho para a tão procurada e desejada felicidade. Desde sorrisos parvos a gargalhadas histéricas, desde olhares cúmplices a mãos dadas suavemente, desde carinhos a palavras trocadas secretamente.

Quando se ama o mundo perde o sentido que tinha e passa a ter o sentido que nós lhe damos.

Não nos importamos com o que os outros possam dizer, vivemos as nossas vidas, amamos os nossos amores, aproveitamos os nossos momentos e fazemo-lo à nossa própria maneira.

Porque quem ama não pode prender-se a coisa alguma que não seja o seu próprio coração, que lhe transmite todas as ordens, todos os conselhos, todos caminhos…Porque quem ama não usará palavras vãs nem actos sentimentalistas.

Quem ama ouve-se a si próprio, fala por sorrisos e age com o coração.

Quem ama é feliz e a felicidade é um sentimento rápido.
Assim,
quem ama é feliz
e
quem ama sabe dar valor a cada segundo desse sentimento.

Catarina

18 de fevereiro de 2009

Instantes

As coisas mais bonitas são efémeras. Por exemplo, uma flor nunca permanecerá como foi no momento em que desabrochou e acabará por murchar.

Realmente as coisas que mais nos fazem felizes correm bem mais depressa. A felicidade é mais rápida do que a tristeza. Mas deveria ser ao contrário. Os momentos mais duros deveriam ser do tipo de efeito relâmpago para que não custassem tanto. Mas não são.

Quantas conversas bonitas passaram em menos de 5 minutos? Quantos encontros apenas serviram para escassas palavras? Quantas danças duraram menos que uma música? E ainda assim, valeram por mil sorrisos, mil pulos de alegria, mil brilhos no olhar, e milhões de recordações que guardamos e relembramos vezes sem conta.

Todos esses momentos, todas essas pessoas e todos os sentimentos, por muito curta que tenha sido a sua duração, significam muito mais que dias a fio de momentos normais, de pessoas meramente conhecidas e sentimentos banais.

Mesmo que um momento feliz dure 10 minutos ou 1 hora, para nós será sempre pouco. Por nossa vontade, repetiríamos esses momentos vezes sem conta durante dias sem fim.

Em vez de uma conversa teríamos infinitas conversas que nos deixariam realmente satisfeitos, em vez de jogo teríamos o replay dele até que o decorássemos e em vez de uma dança teríamos um baile inteiro, na mesma coreografia sentida até que soubéssemos toda a letra da música de fundo, todos os toques, os segredos, os suspiros.

Mas nem tudo pode ser como desejamos e por isso teremos que nos contentar muitas vezes com as recordações apenas.

Mesmo assim, todos os sorrisos sinceros e verdadeiramente sentidos, valerão sempre por todos os outros que foram apenas normais.

Valerá sempre mais termos toda a felicidade possível no espaço de um instante e depois relembrá-la e revive-la sempre que assim entendamos.

Catarina'

1 de fevereiro de 2009

Reaprende

No inicio custa. Adaptar é sempre difícil.

Estranhas a falta de claridade, estranhas os poucos rostos conhecidos, estranhas o barulho.
Estranhas os movimentos desconhecidos, estranhas as vozes roucas, estranhas as emoções extasiadas.

“Primeiro estranha-se, depois entranha-se.”

E vives tudo como se tivesses acabado de nascer. Como se dançasses, risses e te divertisses pela primeira vez.
Aprendes tudo de novo.
Os passos, a euforia, as frases sem nexo, as emoções descontroladas, os risos, as expressões de gozo, a confusão, a distracção, a alienação do real…
Tudo te deixa anestesiada. Não assimilas nada no tempo real. Deixas pra depois.
Ouves tudo o que te dizem, aceitas ou declinas, sorris ou franzes o sobrolho, ris ou viras a cara.

Danças e sentas-te. Descansas.
Danças e cantas. Voltas a dançar.
Uma última vez, agora mais calma.

Sorris. Já aprendeste novamente a ser feliz.

Tudo parece tão simples, tão especial, tão feliz, tão teu…
E sim, é de facto tudo simples, especial, feliz e teu.

Depois, ficam as recordações… As tuas, as minhas e as de quem se lembrar.

Catarina*

18 de janeiro de 2009

*

" Um homem que quer reger a sua orquestra tem de voltar as costas à plateia." - James Cook

Todas as pessoas, em dados momentos, mais ou menos extensos, são sábias.
Tornam-se esporadicamente vividas, cultas, inteligentes, conselheiras e entre outras coisas de bom gosto, videntes até.
Sabem sempre o que os outros devem fazer ou dizer para resolverem os seus problemas.
São óptimos governadores da vida dos outros. E repito, da vida dos outros.

Há outras pessoas que não são tão bem sucedidas na chefia da vida alheia e que têm sérios problemas assumidos, nas suas proprias vidas.
Não sabem qual o caminho a escolher e não se conseguem decidir com clareza sobre o futuro.

Quando estes dois tipos de pessoas se cruzam há influencias a voar de pensamento para pensamento.

O sábio dá palpites e o indeciso, relutante, aceita-os.
Como não sabe mesmo o que fazer, deixa que decidam por ele a sua vida e pouco a pouco, deixa as decisões para os outros, tornando-se mero espectador do seu próprio espectáculo.

Mas um dia vai acordar e olhar com olhos de ver para o palco.
Vai perguntar-se porque razão não é ele quem dirige aquela orquestra, porque razão aplaude e não é aplaudido e porque admira em vez de ser admirado.

Então, vai esquecer todos os palmites que recebeu em dias confusos.

Vai subir ao palco, afastar o contra-maestro que entretanto se apossara do seu lugar, agradecer os aplausos com uma vénia radiante e com um sorriso secreto e virar as costas à enorme plateia que espera a sua graça.

Depois, vai inspirar e expirar, sorrir para os seus músicos, olhar para o alto como quem procura uma benção e como um pequeno pássaro que voa pela primeira vez, irá deixar-se ir pela força do instinto, pela ocasião, pela vontade e pela emoção que lhe for na alma.

Irá orquestrar a sua vida por si.

De costas voltadas para quem assiste e sugere, e de peito aberto para o que realmente interessa.

AnaCatarina*