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19 de janeiro de 2011

menina da lua.




"Quero que desprendas de qualquer temor que sintas 

Tens o teu escudo, teu tear 

Tens na mão, querida, a semente de uma flor que inspira um beijo ardente 

Um convite para amar "

Maria Rita - Menina da Lua




31 de dezembro de 2010

Vira, virou.

Todos os dias são o dia ideal para tomar decisões, para formular ideais ou demarcar objectivos… Apenas se precisam fazer acompanhar da determinação necessária a isso. E é essa determinação que nem sempre está presente e por isso é que nem todos os dias têm o significado do último dia de cada ano.
O ponto de viragem de cada ano dá-nos a ideia (muitas vezes ilusória!) de um novo capítulo da nossa história, da possibilidade de mudar, renascer, renovar… Muitas vezes optamos por colocar em prática uma lista extensa de planos e valores, de ideias e sonhos, logo no primeiro dia do ano, porque é o primeiro, porque o contador ainda marca o primeiro número solitário, porque é um ano novo e ano novo combina na gíria com vida nova.
A envolvência diz-nos que as mudanças e os renascimentos podem ser possíveis e começamos o ano com esperança de um ano sempre melhor. Sim, que as coisas novas trazem sempre esperança. Sim, que quando cada etapa começa achamos sempre que poderá ser adequada aos nossos desejos. Sim, que o cada princípio, seja do que for, tem sempre mais magia.
E cada fim traz nostalgia, mesmo que tenha sido um fim triste, um fim amargo ou um fim indiferente. Juntando a nostalgia de um ano que acaba com a esperança e a serenidade de um novo marco temos a mística apropriada a este momento.
Numa mão, as saudades dos dias quentes e dos sorrisos, o orgulho de determinadas danças, músicas e letras, a emoção de um amor, de uma amizade, de um abraço… A mágoa de uma ou outra desilusão, a tristeza de um par de perdas e derrotas, o vazio de etapas por viver, as saudades do futuro que não se viveu…
E na outra, o optimismo numa nova etapa, o brilho de poder tentar de novo, a coragem para tomar resoluções, a energia para viver um ano cheio, a alegria e o sorriso aberto de festejar o princípio do resto da vida.
Por isso hoje, quando todo o mundo estiver a gritar e a distribuir sorrisos logo nos primeiros segundos de dois mil e onze, eu também o farei, com a certeza e com o desejo que o novo ano reúna em si mil surpresas fantásticas, entre amigos, sucesso, saúde, projectos, amor, planos e sonhos, para que daqui a um ano eu possa olhar por cima do ombro com orgulho do que foi feito e com a certeza de que podendo, não mudaria nenhum dia.

A todos, um óptimo Ano Novo!


6 de outubro de 2010

o primeiro dia.

Há muito que deixei de tentar perceber a complexidade da vida.
Mas como em tudo, vamos aprendendo no decorrer dos tempos que a vida é um caminho cheio... de surpresas, decisões, conhecimentos, erros, lições, sorrisos, emoções, decepções, conquistas e derrotas, vazios, ambições, de ires e voltares.
É uma mistura de etapas e ciclos, de renasceres constantes.


Para se encerrar uma etapa é preciso estar disposto a aceitar as mudanças, os valores conquistados e as coisas que esvaziámos dos bolsos. É preciso saber o que se deixa para trás e o que nem se deixa, porque nunca ali esteve.
Para iniciar outra, é preciso acreditar que se pode ir mais longe, que os valores podem e devem estar presentes, que os objectivos definidos serão atingidos com firmeza. É preciso estar disposto a correr, a dar de nós o melhor.


E o que deve estar presente em nós é a nossa consciência. De quem somos e de quem são os outros, do que queremos e do que queremos connosco e dos outros. Para onde vamos e para onde queremos ir.
Porque a vida não é só aquilo que está ao nível do chão.
Porque "há sempre mil sóis para além das nuvens"! 
Porque os sonhos só se tornam impossíveis quando deles desistimos. 
Porque o brilho da vida está em sermos maiores, em sermos os sóis, em sermos os mecanismos que fazem a vida rodar e a nós com ela, numa dança frenética e rica em conquistas.
Porquê hoje, aqui?
Porque o castelo que eu quero fica acima das nuvens.