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27 de janeiro de 2011

even when.

Mesmo que chova e no dia seguinte faça sol, terá sempre chovido.
Mesmo que sorrias e a seguir o mundo se desmorone sobre ti, terás sempre sorrido. 
Mesmo que te preocupes e a seguir te culpes, ter-te-ás sempre preocupado.

E são os primeiros factos, pressupostos, que nos condicionam, constantemente. 

"Basta um sorriso, um simples olhar" e todo o mecanismo pelo qual se move o mundo terá sido alterado, passando de um compasso simples a composto, de um ritmo fácil a um ritmo que impõe estudo e afinco, de um oito vulgar a um oitenta estrondoso.

Quando se tem o Sol, como é que se aprende a viver à luz das estrelas?
Quando se aprendeu a voar, como havemos de nos conformar com uma marcha simples, ímpar e lógica?
Quando nos habituámos a saber ler a vida, a partilhar o que vai escrito nas linhas e nas entrelinhas, a oferecer e a receber relatos inocentes dos estados de alma... quando tudo e mais que isto nos movimentou durante escassos tempos que pareceram eternidades de sonhos, como aprender a viver com o desconhecido de um vazio cruel?

19 de janeiro de 2011

menina da lua.




"Quero que desprendas de qualquer temor que sintas 

Tens o teu escudo, teu tear 

Tens na mão, querida, a semente de uma flor que inspira um beijo ardente 

Um convite para amar "

Maria Rita - Menina da Lua




12 de janeiro de 2011


E essa pessoa até pode ter-te ferido num corte profundo, basta que a ames, com ou sem disso consciência, para que a procures quando vives, para que a esperes enquanto respiras, para que a perdoes sem saber, para que a ames sem a esquecer.

E se essa pessoa, antes ou depois de um qualquer momento menos feliz, te tiver feito sorrir com um passe de magia singelo, não precisarás de mais nada para que a busques nas recordações, bebendo dos sorrisos que relembras, sorrindo à medida que memorizas cada palavra dita antes, ficando triste quando as últimas gotas se esgotam e deixando entrar a saudade que bateu à porta entretanto.


Se num absoluto descontrolo te perderes dos requisitos que te guiavam na imaginação da pessoa ideal, basta que a isso juntes um bater de coração acelerado, um par de faces rosadas, um olhar envergonhado e um abraço que se dá à distância para, como se de cristal fossem os requisitos, os partires em dois ou trezentos pedaços.

É, o amor não move nem montanhas nem ventos e com toda a certeza que não é ele o propulsor do azul do céu e do brilho constante do sol… mas ainda assim é ele, esse espírito endiabrado com faces variadas e exponenciais, que nos leva às maiores escaladas e às maiores lutas, muitas vezes contra a corrente. E é ele, esse a quem damos toda a culpa das loucuras mais e menos felizes, que nos leva às maiores comparações de sorrisos com raios de sol, de olhares com águas intensas e de toques com força de vento.

É preciso apenas um segundo de amor para que os olhos castanhos que deviam ser verdes, que a irreverência que devia ser simplicidade, que a elevada auto-estima que devia ser humildade, que o cabelo preto que devia ser castanho, que o nome que devia ser outro, que as crenças que deviam ser semelhantes.

É preciso apenas amar de verdade alguém, admirando todas as suas qualidades e respeitando-lhes os defeitos, para se perder nas voltas do coração.